O JEJUM DE ESTER
O dia anterior a Purim, 13 de adar, é o Jejum de Ester.
Suas normas são similares às de todo jejum público, como o de Guedaliá,
o de 10 de tevet ou o de 17 de tamuz. O jejum começa com o amanhecer, e no shacharit se acrescentam orações especiais. Na leitura da Torá, faz-se referência
à prece que proferiu Moshé, como conseqüência do Pecado do Bezerro.
É costume doar três moedas que se depositam num
prato colocado ex professo no templo, cujo produto será repartido entre os
necessitados. A quantidade três recorda os três dias em que o
povo jejuou segundo o pedido de Ester, com o objetivo de preparar os corações
a um verdadeiro arrependimento, que tornasse possível a anulação das sanções
ao povo judeu que vivia na Pérsia
e Média. Nossos sábios nos fazem notar que os súditos judeus do reinado estavam
muito assimilados à cultura local. Muitos participavam dos banquetes do rei,
que feriam a honra nacional, já que,
conforme algumas fontes, os utensílios utilizados haviam pertencido ao Templo
e sido trazidos por Nabucodonosor, o rei babilônico, e neles serviam manjares
e bebidas proibidos ritualmente.
Sem transição passaremos do jejum à alegria esfusiante, como tantas vezes
ocorre em nossa existência. Isto nos recorda que não há alegria completa neste
mundo que não venha acompanhada por um saibo de pesar.
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Actualizado: 19 de febrero, 2005