SOBRE
A FESTA DE PURIM
1.
OS NOMES DA FESTA E SUAS FONTES
A raiz da palavra Pur é
aparentemente persa, e seu significado, segundo a Meguilá de Ester é sorte. A
palavra Purim é o plural de Pur, sortes. A festa denomina-se Purim
aludindo ao Pur (a sorte) que Haman tirou (sorteou).
A palavra “pur” é parecida com o
verbo “paror ou porer” e com o substantivo “perur”, cujos
significados são: desarmar, romper, destruir, dividir em pequenas partes. O
verbo “pur” aparece com o sentido de anular, parar, romper algo estabelecido,
por exemplo: romper um pacto, desfazer as núpcias, interromper a greve.
O primeiro significado da palavra
“Pur” é: quebrar pequenas pedras ou pedaços de argila. É uma palavra de uso
muito antigo, e sua fonte se liga ao velho costume de tirar a sorte tirando
pequenas pedrinhas de dentro de uma urna.
Conhecemos essa forma de tirar a
sorte do relato bíblico. No livro de Yehoshua, capítulo VII, lemos que Achan
ben Carmi, levado pela cobiça, violou a proibição de não tomar coisa alguma da
cidade de Jericó. Yehoshua só descobriu o culpado depois de ter sido tirada a
sorte sobre todo o Povo de Israel, inicialmente por tribos, depois pelas
famílias, até sua aparição. Assim lhe havia ordenado D’us, diante da angústia e
preocupação do líder.
Na Grécia antiga, na cidade de
Atenas, havia um costume similar. Para estabelecer quem era desejado ou não
dentro da cidade e diante da necessidade de expulsar ou exilar os indesejáveis,
escreviam os nomes em conchas (ostras), depositando-as numa urna. Daqui surgiu
o conceito de “ostracismo”, que significa a negação de direitos sociais a
alguém, por consenso geral, mesmo que se chegasse a ele por sorteio.
Podemos deduzir
da Meguilá que o perverso Haman também quis sortear o mês e o dia apropriados
para desfechar um golpe aos judeus. Na Pérsia antiga acreditavam na influência
dos astros sobre a sorte das pessoas, e os astrólogos, junto com os sacerdotes
e os magos, eram muito respeitados. Segundo a opinião de vários pesquisadores,
a sorte não caiu sobre o mês de Adar por casualidade, mas sim intencionalmente,
premeditadamente, porque a meados deste mês os persas celebravam a grande festa
de Anahita. Esses eram, assim, momentos mais que propícios para canalizar os
ânimos de todo o povo contra os judeus.
A palavra “pur” se assemelha em seu
sentido à palavra hebraica “pais” (pronuncie-se páiss), tão popular em
nossos dias (usada para denominar os jogos de loteria e os sorteios em geral).
A Mishná conta que no Grande Templo de Jerusalém, no serviço sacerdotal, havia
uma grande rivalidade para o desempenho das funções importantes. Uma vez
aconteceu que dois sacerdotes se apressaram em ocupar o mesmo lugar; um empurrou
o outro e este último caiu, fraturando o pé. Depois disso decidiram que para
aquela função e para muitas outras, o encarregado seria escolhido por sorteio.
Em nossos dias, quando procuraram um
nome apropriado para o grande sorteio da loteria nacional israelense,
escolheram a palavra “pais”, que apareceu na língua hebraica seiscentos
anos depois do uso do termo “pur”. O termo “Purim” ficou exclusivamente para
denominar a festa.
Ao nome Purim acrescentaram-se:
Purim Katan (o pequeno Purim), no dia 14 de adar alef (o primeiro mês de adar
nos anos embolísmicos – anos nos quais se acrescenta um mês extra [Adar B] a
fim de fazer coincidir o calendário lunar com o solar), e que lembra o Purim
HaGadol, que cai um mês mais tarde; Shushan Purim, nome da festa de Purim que
ocorre no dia 15 de adar, celebrada unicamente nas cidades que estavam
fortificadas por muralhas desde o tempo de Yehoshua Bin Nun (segundo o que está
escrito na Mishná, Massechet Yomá), como Jerusalém. Isto se deve ao dia
acrescentado à festa, como recordação do dia extra festejado pelos judeus da
Shushan, a capital, segundo o texto da Meguilá de Ester.
Uma palavra que renovou nos últimos
anos é “purimon”, um tipo de
Purim Katan, reunião ou festa. Vale a pena mencionar que a palavra Purim tornou-se,
com o correr do tempo, um símbolo de salvação e redenção para os judeus, e
assim foram denominados os dias de salvação milagrosa dos judeus em diversos
lugares do mundo, como o Purim de Frankfurt, o Purim de Saragoça, etc.
“No primeiro mês, que é o mês de nissan,
no duodécimo ano do rei Achashverosh, se lançou Pur, isto é, sortes, perante
Haman, por dias e por meses. Saiu o duodécimo, que é o mês de adar”. (Meguilat
Ester 3:7)
“Haman, filho de Hamdat, o agagita,
inimigo de todos os judeus, havia planejado exterminar os judeus e tinha lançado
o “Pur”, isto é, a sorte, para os assolar e destruir. Mas quando se apresentou
ao rei, para fazer enforcar Mordechai, seu projeto se virou contra ele, e
os males que havia premeditado contra os judeus caíram sobre sua própria cabeça,
sendo enforcado ele e seus filhos. Por esta razão, estes dias são chamados
“Purim”, da palavra “Pur”. Daí, por causa de todas as palavras daquela carta,
e do que testemunharam, e do que lhes havia sucedido, determinaram os judeus
que estes dias seriam uma instituição irrevogável, para si, para sua descendência
e para todos que se chegassem a eles, conforme este escrito e esta data, de
ano em ano.” Esther 9:24-27
PERGUNTAS
Perguntas de compreensão:
1)
Por
que a festa se chama “Purim”?
2)
Quem
deu esse nome à festa?
Perguntas de análise:
3)
Por
que, em sua opinião, os judeus não tentaram dar outros nomes à festa?
4)
Se lhe
pedissem para dar um nome a essa festa, que fique para sempre, que nome você
escolheria?
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2.
A DATA DA FESTA E SUAS
FONTES
FONTE DA DATA
“Sucedeu isto no dia treze do mês de
adar; no dia quatorze descansaram, e o fizeram dia de banquetes e de alegria.
Os judeus, porém, que se achavam em Shushan, se juntaram nos dias treze e
quatorze do mesmo; e descansaram no dia quinze, e o fizeram dia de banquetes
e de alegria. Assim se explica porque os judeus do campo, os que habitam em
aldeias não fortificadas, celebram com alegria e banquetes, festas e trocas
de presentes, o décimo quarto dia de adar. Mordechai pôs por escrito todos
esses acontecimentos, e enviou cartas a todos os judeus que se encontravam
nas províncias do rei Achashverosh, próximas ou longínquas, ordenando-lhes
que celebrassem a cada ano o décimo quarto e o décimo quinto dia de adar,
porque esses são os dias em que os judeus tiveram sossego de seus inimigos,
e esse mês é aquele em que, para eles, a aflição deu lugar à alegria e o luto,
às festividades. Ele os instava, pois, a que fizessem, desses dias, dias de
banquete e de alegria, de troca de presentes e de dádivas aos pobres.” Meguilat Ester 9:17-22
PERGUNTAS:
Leiam Ester 9:1-2; 15-22
1.
Quando
os judeus descansaram e quando lutaram?
2.
Na cidade de Shushan, em
que dias os judeus lutaram e em que dias descansaram?
3.
Marquem no quadro abaixo
em que dias lutaram e em que dias descansaram, segundo as Escrituras.
A.
Naqueles
dias
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13 de Adar
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14 de Adar
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15 de Adar
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Shushan
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O restante do Império Persa
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B. Em nossos dias
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13 de Adar
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14 de Adar
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15 de Adar
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Shushan e outras cidades muradas
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O resto do mundo
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4. Leiam novamente a Meguilat Esther
9:19-22
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de Purim
2.a. – FONTES E LIVROS
CARACTERÍSTICOS DA FESTA
Fontes no Tanach: Meguilat Ester (O
Livro de Ester), que faz parte das Cinco Meguilot: Shir Hashirim, Ruth,
Kohelet, Eichá e Ester.
Fontes no Talmud: Massechet Meguilá
(principalmente)
Expressão da festa no livro de
orações (sidur): Al Hanissim
Livro exclusivo da festa: Meguilat
Ester
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de Purim
2.b. – ANTECEDENTES
HISTÓRICOS DA MEGUILÁ DE ESTER
Ester é uma das cinco meguilot
(rolos) incluídos nos vinte e quatro tomos das Escrituras; segundo a tradição,
foi escrita na época de Ester e Mordechai e dos cento e vinte sábios membros da
Grande Assembléia (anshei Knesset Hagdolá). O relato da meguilá transcorre em
época anterior ao Segundo Templo, cerca de 300 anos antes dos acontecimentos
históricos de Chanuká. O Achashverosh recordado na meguilá é o rei persa
Ksacharsa, conhecido por seu nome grego Xerxes, filho de Dario I, que governou
cerca de 20 anos, entre 486-465 A.E.C. Vários fatos de sua biografia concordam
com o relato da meguilá. Construiu um enorme palácio em Shushan; era popular
por causa dos festins que organizava e pela generosidade dos presentes que
distribuía esplendidamente. O tamanho do domínio persa nessa época concorda com
o governo de Achashverosh, sobre um total de 127 províncias e estados que
cobriam o mapa desde a Índia até a Etiópia. Na época de Dario, ao final do século
VI a.C., o Império Persa estendia-se desde o noroeste da Índia, Ásia Menor,
Turquia, Macedônia, Babilônia, Fenícia, Eretz Israel, Egito e partes do
Ocidente.
2.c. – FIGURAS CENTRAIS
DA MEGUILÁ DE ESTER
ESTER:
A heroína de nossa história. Desde o
momento em que Achashverosh a escolheu para esposa, é chamada na Meguilá “A
rainha Ester – Ester Hamalká”. A Meguilá descreve-a como uma inocente filha do
Povo de Israel e como uma mulher valorosa. Com sua inteligência, conseguiu
provocar uma crise de confiança, tensões e ruptura nas até então excelentes
relações entre Achashverosh e Haman. Graças a isso, ocorreu o milagre, e Ester
entrou para a história como aquela que salvou os judeus da Pérsia do extermínio
planejado por Haman, um dos ministros do rei.
Anteriormente, Ester era chamada
Hadassa. Seu pai, Avichail, era tio de Mordechai (irmão de seu pai). Mordechai
a adotou para educá-la em seu lar, depois do falecimento dos pais de Ester.
MORDECHAI HAYEHUDI
O nome tem origem babilônica,
derivado do deus Marduch, popular na crença dos povos do Oriente nessa época,
embora Mordechai tenha nascido num lar judeu. É sabido que durante o exílio
babilônico, os judeus costumavam dar a seus filhos nomes babilônicos.
Mordechai era da tribo de Biniamin,
e por isso é chamado “Ysh Yemini”. A família de Mordechai (descendentes de
Kish) fora mandada ao exílio desde a época de Nebuchadnetzar (Nabucodonosor),
rei da Babilônia, setenta e dois anos antes da ascenção de Achashverosh ao
reinado persa.
Kish, um dos ancestrais de Mordechai,
era o pai do rei Saul; daí aprendemos que Mordechai era descendente deste rei
judeu, que havia lutado contra Agag, rei de Amalec e seu povo (I Samuel 15).
Haman, o Agaguita, era descendente do rei de Amalec, que fora derrotado pelos
ancestrais de Mordechai. Dessa maneira, a história, muitos anos depois, volta a
propiciar o encontro dos descendentes dos dois inimigos. A Meguilá de Ester
simboliza a continuação dessa luta e seu final feliz, através do triunfo da
justiça sobre a força.
ACHASHVEROSH
Rei da Pérsia e da Média, que
governava cento e vinte províncias e estados, desde a Índia até a Etiópia. É
conhecido como Ksacharsa em persa e Xerxes em grego. As traduções ao português
o chamam de Assuero. Por confusão com o nome de seus sucessores, há traduções gregas
que o chamam de Artaxerxes. Achashverosh é descrito como um rei autoritário
para suas nações e estados, e este mesmo trato ditatorial aplicava a seus
súditos judeus. A Meguilá o descreve como sem caráter e caprichoso, incapaz de
tomar decisões sem o auxílio de seus assessores. No palácio reinava um ambiente
totalmente estranho ao espírito judeu: ostentação e gastos desmesurados,
dissipação, luxo excessivo, álcool e festins. Como todo regime autoritário, o
de Achashverosh dependia exclusivamente de seus caprichos e de seus estados de
espírito. As decisões fundamentais eram tomadas em ambiente informal,
desordenado, irresponsável, sob a influência do excesso de bebida.
HAMAN BEN HAMDATA HAAGAGUI
Era o ministro mais importante do
governo. Haman propôs ao rei Achashverosh o extermínio e a destruição de todos
os judeus do reino num só dia, 13 do mês de Adar. Segundo a opinião de chaza”l
(nossos sábios), Haman era covarde e indeciso, embora a Meguilá o apresente
como um ministro sábio e valente.
PERGUNTAS:
Que mudanças radicais ocorreram nas
vidas dos quatro protagonistas mais importantes da história, e em particular
dos judeus?
Completem o quadro, baseando as
respostas em versículos parecidos ou paralelos do princípio e do fim da
Meguilá, segundo as fontes anotadas na tabela, mostrando as principais mudanças
dos personagens:
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Fonte inicial
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Citação
|
Fonte no final
|
Citação
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Figura da Meguilá
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Achashverosh
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Ester 3:10
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Ester 8:10
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Haman
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Ester 5:14
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Ester 7:10
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Mordechai
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Ester 4:1
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Ester 8:15
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Ester
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Ester 2:20
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Ester 7:3
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Os judeus
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Ester 4:3
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Ester 8:16
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de Purim
3.
– CARACTERÍSTICAS TRADICIONAIS
DA FESTA
A Meguilá nos diz: “Mordechai pôs por
escrito todos esses acontecimentos, e enviou cartas a todos os judeus que
se encontravam nas províncias do rei Achashverosh, próximas ou longínquas,
ordenando-lhes que celebrassem a cada ano o décimo quarto e o décimo quinto
dia de adar, porque esses são os dias em que os judeus tiveram sossego de
seus inimigos, e esse mês é aquele em que, para eles, a aflição deu lugar
à alegria e o luto, às festividades. Ele os instava, pois, a que fizessem,
desses dias, dias de banquete e de alegria, de troca de presentes e de dádivas
aos pobres.” Ester
9:20-22
E no versículo 29 lemos: “E que
estes dias (de Purim) seriam lembrados e comemorados geração após geração, por
todas as famílias, em todas as províncias e em todas as cidades, e que jamais
caducariam entre os judeus, e que a memória deles jamais se extinguiria entre
os seus descendentes”.
PERGUNTAS
Leiam com atenção os dois trechos
acima.
Com que palavra se sugere o costume
de ler a Meguilá?
Que outras mitzvot aparecem
especificamente?
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de Purim
4.
PURIM E OS VALORES SOCIAIS – ENTRE O HOMEM E SEU SEMELHANTE
A ALEGRIA DE CADA UM E A ALEGRIA DO
PRÓXIMO
A festa de Purim caracteriza-se por
duas mitzvot fundamentais de conteúdo social: o envio de presentes, que deve
realizar cada pessoa a seus amigos e as doações aos necessitados. Os elementos
comuns às duas são: a aproximação dos corações, fortalecendo a relação social,
o amor às criaturas e o desejo de alegrar o próximo.
a.
–
Entre os dois preceitos existem diferenças marcantes:
O Mishloach Manot, envio de
presentes, realiza-se em geral entre os conhecidos.
Matanot Laevionim, presentes e dádivas aos
necessitados, são entregues a pessoas com as quais não há necessariamente um
contato ou um conhecimento prévios.
O Mishloach Manot é feito com
produtos comestíveis (pelo menos dois pratos diferentes).
Matanot Laevionim são feitas em
dinheiro.
Mishloach Manot faz-se de casa em
casa.
Matanot Laevionim são entregues na
rua.
Mishloach Manot – Numa sociedade tão
egoísta e competitiva como esta em que vivemos durante todo o ano, o conceito
de amizade muitas vezes se vê prejudicado. Todos estamos apressados por causa
do trabalho, das tarefas, das contas, dos problemas. Esta mitzvá permite, de
alguma maneira, encontrar a forma de melhorar nossas relações com nossos
amigos.
Matanot Laevionim deveria ser uma
norma como a da Tsedaká, diária e permanente, a fim de ajudar a elevar o nível
de vida dos mais necessitados e aproximar-nos de uma igualdade social. Nesta
festa, como em várias outras, em particular, todo indigente deve contar com os
meios suficientes para se sentir satisfeito e apoiado pela solidariedade
social.
ELEMENTOS COMUNS
Dar
O desejo de
alegrar
A vontade de aproximar e aproximar-se
A PRÓPRIA ALEGRIA E A ALEGRIA DO
PRÓXIMO
Qual alegria é mais importante, a de
si próprio, a do próximo ou a do necessitado?
Coloque os três níveis segundo a sua escolha!
1.
2.
3.
Preste atenção à ordem dada por
nossos sábios:
·
É
preferível que sejam entregues mais doações aos necessitados do que comer
abundantemente no banquete e enviar presentes aos amigos.
·
Não há uma alegria maior
e mais esplêndida que a dos corações dos pobres, dos órfãos, das viúvas, dos
estrangeiros, pois a alegria destes contritos se parece à da Shechiná, como
está escrito “ressuscitará o espírito dos abatidos, e dará nova vida ao coração
dos oprimidos”. Ramba”m, Hilchot Meguilá, Cap. 2, Halachá 17
Em Purim nos é dada a oportunidade
de cumprir os desejos de D’us. “Assim lhes disse o Santo Bendito Seja a Israel:
Filho, o que te peço? – Não exijo mais que se queiram uns aos outros e que
se respeitem mutuamente.” Taná Deve Eliahu Rabá 26
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